APJ
23/08/14 11:47 - Limeira

Energia elétrica fica 35,97% mais cara

Para a indústria, aumento será de 40,7%; reajuste inicia nesse mês

Stefanie Archilli

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou ontem o reajuste de 35,97% para residências, comércios e imóveis, e de 40,7% para indústrias, em cidades onde o fornecimento é feito pela Elektro. Em 2013, o reajuste foi de 9,28% para residências e 8,27% para a indústria. A Aneel justificou o reajuste muito superior ao do ano passado devido os custos que a empresa está tendo com a compra de energia elétrica. Com a queda na geração nas hidrelétricas, provocada pelo menor volume de água nos reservatórios das usinas devido o período prolongado de estiagem, a Elektro é uma das concessionárias do Brasil que está comprando energia elétrica mais cara.

A Aneel ainda citou outros fatores como aumento nos custos com "transporte de energia" e pagamento de encargos setoriais, que também influenciaram o reajuste. O efeito médio do reajuste ficará em 37,78%.

O reajuste começa a valer em 27 de agosto, no entanto, os consumidores vão receber os novos valores na conta de outubro. Este é o segundo reajuste anunciado em uma semana para o consumidor limeirense. Conforme mostrou o Jornal de Limeira, na semana passada foi autorizado o reajuste de 6,38% na tarifa de água e esgoto, a partir de 1º de janeiro.

IMPACTO
Para o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Limeira, Wagner Zutin Furlan, o aumento de 40% na conta de luz representa um caos para a indústria. "Estamos passando por inúmeras dificuldades e um aumento desse pode causar até o fechamento de indústrias. Para as empresas que têm a energia elétrica como principal insumo, a situação ficará crítica", declarou.

Segundo o presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Limeira), Valter Furlan, a indústria não conseguirá repassar o reajuste na conta de luz aos seus clientes. "As indústrias já estão com pedidos para serem entregues até daqui três meses, ou seja, em seis meses, os empresários vão arcar totalmente com esse aumento. A indústria vai sentir muito no bolso e a situação vai ficar cada vez mais insustentável", falou.

Valter ainda lembra que o consumidor também vai sofrer com o aumento de 35,97%. "Nunca vi um aumento maior do que 12%. Esse reajuste só demonstra um descontrole de administração nesse país e quem vai pagar por isso é a população", disse.

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