APJ
19/09/16 14:00 - São Paulo

Doação de órgãos: um ato extremo de amor ao próximo

Vivian Guilherme

DOAÇÃO – Lisley recebeu o rim da irmã Lislaine, que precisou eliminar 34 quilos para poder doá-lo

A 20 dias do seu casamento, em outubro de 2014, Lisley Santos Rodrigues descobriu que estava com falência renal e precisou começar imediatamente a hemodiálise. O choque foi grande para a família, que deu início ao processo de exames de compatibilidade para um possível transplante de rim. Foram nove familiares que se dispuseram a realizar os exames, desses, apenas a irmã Lislaine Hebling foi compatível. “E 100% compatível! Foi uma emoção enorme saber que participaria deste bem maior”, contou Lislaine ao JC.

Entretanto, uma nova dificuldade precisava ser superada. “Eu precisava eliminar 34 quilos para que a cirurgia acontecesse com o mínimo possível de riscos”, disse Lislaine, que não hesitou em fazer qualquer sacrifício para ajudar a irmã.

“Se eu faria tudo de novo? Duas cirurgias, dor, recuperação? Sim, faria tudo de novo, minha vida é normal e com muito mais qualidade de vida com 53 quilos a menos hoje. Acredito que o tema é muito pouco abordado pela sociedade e por isso os números de doadores vivos são tão pequenos. Para nós doadores é apenas uma escolha, para o paciente é a devolução da vida. Oro e torço para que todos tenham essa segunda chance, e que essa fila diminua cada dia mais.”

Marcio Antonio de Pádua também se lembra com orgulho da doação que realizou em 2007, quando concedeu um rim a seu pai, que faleceu em 2013. “A doação de órgãos é muito importante, pois pode salvar a vida de uma pessoa. É uma coisa que não tem preço, todos que puderem fazer isso têm que fazer, você estará fazendo um bem muito grande não só pra quem precisa, mas pra si mesmo”, comentou.

DOAÇÕES

Em Rio Claro, a Santa Casa mantém uma Comissão Interna Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes que neste mês de setembro está realizando diversas atividades com o intuito de conscientizar a população para a importância da doação de órgãos.

“A doação de órgãos deixou de ser presumida para ser consentida, hoje é preciso avisar a família se você é doador. Por isso é importante manifestar em vida a intenção de ser doador de órgãos”, informaram a assistente social Yanes Moreira e a enfermeira Cinthia Romualdo.

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