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06/07/13 11:10 - São José do Rio Preto

Jovem morre com suspeita de 4 doenças

Dengue, leptospirose, meningite ou gripe suína? A morte de Diego Amorim, 25 anos, desafia a Secretaria de Saúde de Rio Preto, que investiga essas quatro hipóteses. A família terá de esperar até 40 dias pelo resultado dos exames do Instituto Adolfo Lutz.

Daniela Penha

 

Dengue, leptospirose, meningite ou gripe suína? A morte de Diego Amorim, 25 anos, desafia a Secretaria de Saúde de Rio Preto, que investiga essas quatro hipóteses. A família terá de esperar até 40 dias pelo resultado dos exames do Instituto Adolfo Lutz. Na quarta-feira, Diego trabalhou as 12 horas de seu plantão como auxiliar administrativo na Beneficência Portuguesa sem queixar-se de dores ou mal estar.

Funcionários relatam que o jovem estava bem e que saiu dizendo que voltaria em 36 horas, de acordo com a sua carga horária. Na tarde de anteontem, queixando-se de febre, dores de garganta e pressão baixa, ele procurou a UPA Norte. Entrou por volta das 14h30, ficou em atendimento durante a tarde e o quadro se agravou mais à noite. Foi encaminhado para o Hospital de Base às 20h30, já entubado e sedado, e morreu apenas meia hora depois.

“Foi muito de repente. Ele estava bem. Às 17h, lá na UPA, ainda ligou e conversou com a irmã. Só falava que estava com dor na garganta. Tudo aconteceu ontem: a febre, a dor e a morte”, relatou inconformada a prima Tatiane Soares. No atestado de óbito constam insuficiência respiratória aguda, edema e congestão pulmonar bilateral a esclarecer. A Secretaria de Saúde do município informou que os exames que confirmarão a morte de Diego foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz e deverão ficar prontos entre 30 e 40 dias.

Também morreu anteontem José Antônio Nasário, de 24 anos, morador de Mirassol. A família relatou que ele queixou-se de dores abdominais, pelo corpo e febre. Foi levado à unidade de saúde de Mirassol, que encaminhou o jovem na noite de quarta-feira para o Hospital de Base. Ele morreu na manhã de quinta, menos de 12 horas após dar entrada. A família diz que os médicos suspeitaram de dengue.

O médico infectologista Renato Ferneda pontua que, pelos sintomas de José Narciso, a possibilidade de dengue é grande. “Pelas dores, febre e rapidez do caso, há possibilidade grande de ter sido dengue”. Sobre o caso de Diego, ele demonstra estranhamento. “É bem complicado dar um diagnóstico para um caso assim, em que não há relatos de sintomas. É tão rápido que não dá para salvar”, pontuou ele.

O médico acredita que, mediante a rapidez e gravidade dos dois casos, a Saúde deve investigá-los de forma criteriosa e estar atenta a outros casos parecidos. “Deve ser feito um relatório do que esses dois jovens fizeram nos últimos 30 dias e orientar os profissionais da saúde a perceberem casos parecidos”, diz Ferneda. Ontem, Rio Preto confirmou mais 151 casos de dengue, com 14.111 infectados. Ainda há 6.397 casos em investigação. Nove pessoas morreram pela dengue este ano, na segunda pior epidemia já registrada na cidade.

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